20 dezembro, 2006

Agora foi...

Difícil de acreditar. Não tinha a menor idéia de como reagiria ao improvável título colorado. Praguejei. Depois calei por horas. Agora dou a mão à palmatória. É isso aí, Lenine. Futebol humilde (o que não poderia ser diferente) e eficiente. Que seja! Vamos ver o que será do próximo ano.

14 dezembro, 2006

Mais Fim...



Antiquário. Na Lima e Silva, em Porto Alegre. Pertence a um uruguaio e tem várias cervejas do Prata: Patricia, Norteña, Pilsen e por aí vai. Comida honesta e bom atendimento (por garçons hermanos)
A foto vai pra série Fim de Noite.
Nesta noite, um bom papo com o Fred. Os dois com dor de cotovelo. As minas longe. Perfeito pruma noite ir até onde dá... normalmente até o Van Gogh.

12 dezembro, 2006

She Will...

Saindo das gavetas.

Casamata

Tenho que ser forte.
Haja pedra, areia,
pólvora e canhões!

Jeanine Will

Sem começo... só Fim.



Essa fase de fim de ano é foda. A obrigação de ser feliz e ficar desejando o mesmo aos outros é prá lá de opressiva. Tomara que passe rápido. Além disso tem toda a rotina de trabalho que parece que não anda. Quero terminar tudo e tudo parece longe do fim. Retrato da vida de um brasileiro. Paulinho me convida pra um chope e nao posso me afastar da porra da máquina. Já que hoje não tem bar, vai uma foto colhida numa madrugada dessas, numa série que chamo de Fim de Noite.

10 dezembro, 2006

Nei simplesmente é...

POR AÍ

Lembra do quanto amanhecemos
Com a luz acesa
Nos papos mais estranhos
Sonhando de verdade
Salvar a humanidade
Ao redor da mesa

Sábias teses e ilusões sem fim
Ying, Jung, I Ching e outras cabalas
Procurando deus entre as folhagens do jardim

Que tolos fomos nós, que bom que foi assim
Que achamos um lugar pra ter razão
Distantes de quem pensa que o melhor da vida
É uma estrada estreita e feita de cobiça
Que nunca vai passar por aqui

Lembra de longas primaveras
De andar pela cidade
Saudando novas eras
Sonhando com certeza
Salvar a natureza
Ao final da tarde

Cegas crenças, lixo oriental
Ying, Jung, I Ching e outras balelas
Procurando deus entre as macegas do quintal

Seremos sempre assim, sempre que precisar
Seremos sempre quem teve coragem
De errar pelo caminho e de encontrar saída
No céu do labirinto que é pensar a vida
E que sempre vai passar por aí

Auras, carmas, drogas siderais
Ying, Jung, I Ching e outras viagens
Procurando deus entre delírios dos mortais

Seremos sempre assim, sempre que precisar
Seremos sempre quem teve coragem
De errar pelo caminho e de encontrar saída
No céu do labirinto que é pensar a vida
E que sempre vai passar
Sempre vai passar por aí

Nei Lisboa

09 dezembro, 2006

Glória do Internacional... Gaúcho!

Como gremista que sou, sempre me incomodou esta alcunha de internacional dos nossos eternos rivais. Até porque, como diz o Peninha Bueno, "eles" deveriam se chamar Esporte Clube Municipal, pela ausência de títulos além fronteiras. Bem, esta escrita se desfez em 2006.
Trago este assunto por ter recebido um daqueles e-mails de agenda cultural, comuns na caixa de qualquer um hoje em dia. O texto era algo assim: "Show Internacional - exclusivamente em Florianópolis(...)encontro de três grandes músicos e amigos. (...)Alegre Corrêa (Áustria), Guinha Ramires (Florianópolis) e Pedro Tagliani (Alemanha)."
Peraí!!! O redator levou a sério a piada de que ou se mora na Ilha ou se mora no Brasil (continente). A Ilha de Santa Catarina finalmente aderiu ao separatismo sulista.
Mas, um momento!!??
Que porra é essa? Os três músicos mencionados (como, inclusive, é lembrado mais adiante na mensagem) são gauchíssimos da silva. Show Internacional??? Agora música instrumental brasileira precisa do rótulo de internacional para ganhar valor? Quanto mais nessa Ilha, onde a xenofobia foi elevada ao estado da arte em comportamento social. Mas esse é outro papo. Tem neguinho aí acostumando na fantasia.

Na veia...

Olhaí, o Mário Bortolotto praticando o bom estilo.
Ducaralho esse pequeno trecho de um post no Atire no Dramaturgo:

"Algum tipo de alívio. Viajar, talvez isso também ajude. Ficar, ilhado na minha kitchenete com aquela pilha de livros que me olha sedutora sempre que abro a porta. Outro tipo de alívio. Uma noite com doses de whisky e alguma compreensão. A vida lá fora, chamando pra briga. Eu aqui, no canto do ringue, cuspindo fora o protetor. Já que tem ser, então vamos nessa."

por Flávio Luiz

Tony Platão


Foto de Wilian Cézar Aguiar


Gosto de ler sempre o blog do Bortolotto, Atire no Dramaturgo. Dicas culturais sem o menor pudor da opinião, aliás, sempre muito clara. Esta semana ele cita "Pros que ficaram em casa", música do Hojerizah, grupo dos 80 liderado pelo Tony Platão, que aliás está em turnê.

Publico aqui a letra desta bela musica.

Pros que ficaram em casa

Até bem cedo
Esperei pelo telefonema
Tapando com peneira
O sol que vai nascendo

Não vou tomar café,
Nem escovar os dentes
Vou de aguardente
Como sol que queima a praça

Bom dia, Boa tarde
Good Night Quero dar um tapa
De topete e cara
Vi Nova York Internada
Meu amor não deu em nada
Minhas sombrancelhas eriçadas
E a essa altura do fato
Nem fumaça tem cano de descarga

Canastreando!

O Nilo, grande amigo e escritor nas horas vagas, costuma dizer: "Tem que seguir o conselho do Pereio: 'De vez em quando, dá uma canastreada!'". Verdade absoluta, essa. Bebendo dia destes com o irmão Dinho, chegamos à conclusão de que tem muito neguinho por aí elevando o conselho à categoria de estilo de vida. O problema é quando o cara acostuma na fantasia. Vira personagem de si mesmo e começa a dar com os dois pés no saco de qualquer um com o mínimo de capacidade de diferenciar um comportamento folclórico e o desejo de ser o centro das atenções. Um é legítimo e ganha pela inteligência. O outro é pobre e normalmente tem motivos suspeitos.
A noite tá cheia de um e de outro. Cada vez menos de um e mais do outro. Infelizmente.